quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Uso de óleo essencial no mundo ocidental


O século 19 também foi importante cientificamente, pois os principais constituintes dos óleos essenciais começaram a ser isolados.

O químico francês Rene-Maurice Gattefosse surgiu com o termo "Aromaterapia" enquanto pesquisava as propriedades anti-sépticas dos óleos essenciais e seu livro "Aromaterapia" influenciou as práticas médicas na França. Ele queimou o braço seriamente. Por reflexo, ele mergulhou seu braço queimado no líquido mais próximo que era um recipiente contendo óleo essencial de lavanda. A queimadura foi curada rapidamente e não deixou nenhuma cicatriz. Gattefossé criou o termo Aromaterapia em 1928 dentro de um artigo onde ele suporta o uso de óleos essenciais no seu todo, sem dividi-los em seus principais constituintes. Em 1937, Gattefossé escreveu um livro chamado Aromathérapie: Les Huiles essentielles vegetales que mais tarde foi traduzido para o Inglês e nomeado Aromaterapia de Gattefossé.

Hoje, o uso de óleo essencial e a aromaterapia são partes significativas da medicina holística e são considerados uma forma complementar ou alternativa de medicina. 

Mais tarde nesse mesmo ano, René-Maurice foi convidado pelo Presidente da Associação de Agricultura para pesquisar a produção de Lavanda na Alta Provença. Como resultado, a qualidade de vida da população do local melhorou, o que tornou sua campanha muito bem-sucedida. Depois, junto com os médicos franceses Balaiche, Lapraz e Valnet, realizaram várias pesquisas sobre as propriedades medicinais, aplicaram em pacientes com doenças graves. Porém, a pioneira em introduzir uma visão holística foi a bioquímica Margaret Maury, desenvolvendo métodos de aplicação em massagens e inalação.

A história da aromaterapia no Brasil iniciou em 1925, neste período nosso país começou a extrair o óleo essencial de Pau Rosa para substituir a produção franco guianense. No final da década de 30, com a ocorrência da Segunda Guerra Mundial, a indústria nacional passou a crescer, a guerra afetou o comércio europeu, o que fez as empresas daquela região buscarem por novos fornecedores.

Surge o Brasil como uma alternativa com mão de obra barata e uma enorme riqueza natural. À partir daí novas culturas começaram a ser exploradas e passamos a disponibilizar no mercado uma variedade um pouco maior de óleos essenciais como sassafrás,  menta, laranja e eucalipto.  Bem antes da indústria de óleos essenciais iniciar suas atividades no Brasil, vários pesquisadores já trabalhavam com esse tema. De acordo com o trabalho de "Óleos Essenciais do Brasil",  publicada em 1971 pelo economista Helson C. Braga, existiam três variedades de sassafrás que se diferenciavam pela cor da madeira e pelo conteúdo de óleo.

O óleo essencial quando mal conservado, em contato com ar e luz oxida-se e se torna ainda mais espesso e viscoso. Porém a sua densidade nunca se altera, mesmo em altas variações de temperatura.

A primeira destilação brasileira do óleo essencial de sassafrás ocorreu em 1938 em caráter experimental no estado de Santa Catarina no Vale do Itajaí.

Pouco depois com a elevação dos gastos de importação em decorrência da Primeira Guerra Mundial a produção desse óleo deu um salto gigantesco em território nacional. Em 1942 a produção foi de 40 toneladas, subindo rapidamente para 2500 toneladas. Após 1975 porém a atividade extrativista entrou em declínio, com reflexos nos níveis de produção e de exportação devido à ausência de replantio nas áreas anteriormente exploradas.

Em matéria publicada no site da AGE MT PUC SP em junho de 2021, o mercado de óleos essenciais cresceu como isolamento social.

A procura de soluções naturais para auxiliar no combate à ansiedade impulsiona aromaterapia, que já vinha em alta antes da pandemia. Os brasileiros começaram a  buscar soluções naturais para o controle de ansiedade, estresse e episódios depressivos. Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) detectou o  aumento de 90% nos casos de depressão e de 50% nas crises de ansiedade ou sintomas de estresse agudo entre março e abril de 2020. Sendo assim, uma das alternativas que mais ganharam destaque foi a aromaterapia, um ramo da fitoterapia que utiliza óleos essenciais extraídos das plantas para auxiliar tratamentos físicos, emocionais e energéticos.

As essências são comercializadas em lojas de produtos naturais ou através de representantes de marcas. E desde 2006, são oferecidas através do Sistema Único de Saúde (SUS), podendo ser encontradas nas unidades básicas de atendimento. Entretanto, a aromaterapia serve apenas como suporte, o tratamento de transtornos da mente deve ser sempre conduzido por profissionais da saúde.

De acordo com  levantamento disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumidor no país vem aumentando seu interesse no setor a níveis consideráveis, antes mesmo da pandemia. O informe aponta que os óleos essenciais (cítricos, excluindo os de laranja) apresentaram um crescimento de um total de 600.000 em toneladas vendidas, no ano de 2014, para um total de 900.000, também em toneladas, no ano de 2017. 

Para mais informações sobre os óleos, clique na logo DOTERRA ao lado ou acesse 
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Fontes

curso TERAPEUTA EM AROMATERAPIA - MARCELO RIGOTTI,

https://viverdearomas.com.br/gattefosse-o-pai-da-aromaterapia/,

https://rsaude.com.br/sao-jose-do-rio-preto/materia/muito-alem-de-cheirinhos-para-ambiente-a-aromaterapia-e-uma-ciencia/13573,

https://www.oleosessenciais.org/oleos-essenciais-o-inicio-de-sua-historia-no-brasil/

https://agemt.pucsp.br/noticias/mercado-de-oleos-essenciais-cresce-com-isolamento-social

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